ROER UNHAS: O GESTO SILENCIOSO QUE PODE DESGASTAR O SEU SORRISO
Muitas vezes começa num momento de ansiedade. Outras vezes, numa preocupação, numa espera, numa fase de tensão ou até durante a concentração. A pessoa leva a mão à boca quase sem perceber e aquele gesto vira parte da rotina.
Para muita gente, é só uma mania. Do ponto de vista odontológico, porém, o comportamento merece atenção: os dentes não foram feitos para cortar unhas. Eles servem para mastigar, triturar alimentos, participar da fala e compor a harmonia do sorriso e, quando são usados de forma inadequada e repetida, podem sofrer as consequências.

O que você vai encontrar neste artigo
- Um pequeno gesto, repetido todos os dias
- Quando a ansiedade chega à boca
- O risco não está apenas nos dentes
- Cuidar é mais do que tentar parar
- O sorriso também precisa de proteção
- Perguntas frequentes sobre roer unhas e saúde bucal
Um pequeno gesto, repetido todos os dias
Na odontologia, os problemas nem sempre surgem de grandes acidentes. Muitas vezes são resultado de pequenos excessos repetidos por anos.
Roer unhas pode provocar desgaste nas bordas dos dentes, pequenas fraturas, sensibilidade, sobrecarga nas restaurações e desconforto na musculatura da face. Em alguns casos, também pode contribuir para dor na articulação da mandíbula, principalmente quando se associa a apertamento dos dentes ou tensão muscular.
Depois de mais de duas décadas acompanhando pacientes, aprendi que a boca revela muito sobre a rotina de uma pessoa: sinais de estresse, de descuido, de esforço excessivo e de hábitos que parecem inofensivos, mas deixam marcas. Saiba mais sobre o desgaste dental.
Quando a ansiedade chega à boca
Quem rói unhas nem sempre faz isso por falta de cuidado. Muitas vezes o gesto está ligado a ansiedade, insegurança, preocupação ou à necessidade de aliviar uma tensão do momento. Por isso, dizer apenas “pare com isso” nem sempre resolve: é preciso entender quando o comportamento acontece, o que ele representa e que danos pode estar causando.
O cuidado começa quando a pessoa passa a observar o próprio corpo. Em que momentos a mão vai à boca? No trabalho? Ao estudar? No trânsito? Ao usar o celular? Em períodos de maior pressão emocional? Essa percepção é fundamental para quebrar o ciclo.
O risco não está apenas nos dentes
Além do impacto nos dentes, roer unhas pode machucar a pele ao redor dos dedos, causar ferimentos e inflamações e facilitar o contato da boca com impurezas acumuladas nas mãos.
A boca faz parte da saúde geral, e tudo o que levamos a ela influencia o equilíbrio do organismo. Por isso, o hábito não deve ser visto apenas como questão estética ou comportamental.
Sangramento, dor nos dedos, feridas frequentes, dentes lascados, sensibilidade, restaurações quebrando ou dor ao mastigar indicam que o problema deixou de ser apenas uma mania.
Cuidar é mais do que tentar parar
Abandonar o hábito exige consciência e estratégia. Manter as unhas aparadas, identificar os momentos de maior ansiedade, ocupar as mãos em situações de tensão e buscar apoio profissional quando necessário podem ajudar. Em alguns casos, o acompanhamento psicológico também é importante, principalmente quando o hábito está ligado a ansiedade intensa ou dificuldade de controle.
Do ponto de vista odontológico, é essencial avaliar se já existem desgastes, trincas, alterações na mordida, sensibilidade ou danos em restaurações. Quanto mais cedo esses sinais são identificados, maiores as chances de preservar a estrutura dental, e uma avaliação odontológica completa é o caminho para isso.
O sorriso também precisa de proteção
Dentes não são ferramentas: não devem abrir embalagens, morder objetos nem cortar unhas. Eles fazem parte da nossa saúde, da nossa expressão e da nossa qualidade de vida.
Cuidar do sorriso não acontece só no consultório. Acontece todos os dias, nas escolhas simples, na higiene, na alimentação e no jeito como usamos a boca. Roer unhas pode parecer um detalhe pequeno, mas pequenos detalhes repetidos por muito tempo podem comprometer a saúde bucal. A prevenção odontológica começa nesses cuidados.
Perguntas frequentes sobre roer unhas e saúde bucal
Roer unhas estraga os dentes?
Pode causar desgaste nas bordas dos dentes, pequenas fraturas, sensibilidade e sobrecarga nas restaurações, além de desconforto na musculatura da face.
Roer unhas pode causar dor na mandíbula?
Em alguns casos, sim, principalmente quando o hábito está associado a apertamento dos dentes ou tensão muscular.
Por que algumas pessoas roem as unhas?
Muitas vezes o gesto está ligado a ansiedade, insegurança, preocupação ou necessidade de aliviar tensão. Entender quando e por que acontece é o primeiro passo.
Como parar de roer unhas?
Manter as unhas aparadas, identificar os momentos de maior ansiedade, ocupar as mãos e buscar apoio profissional quando necessário podem ajudar. Em alguns casos, o acompanhamento psicológico é importante.
Quando devo procurar o dentista?
Quando houver dentes lascados, sensibilidade, restaurações quebrando, dor ao mastigar ou alterações na mordida, vale fazer uma avaliação para identificar e tratar os danos.
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Agende sua avaliação
Se você está em Aracaju e deseja cuidar da sua saúde bucal com orientação profissional, o primeiro passo é uma avaliação odontológica completa.
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Artigo escrito por Dr. Esdras Guimarães, Cirurgião-Dentista – CRO-SE 1463 – Especialista em Prótese Dentária.
Dr. Esdras Guimarães é cirurgião-dentista, formado desde 2005, com sua vida profissional dedicada à promoção da saúde bucal, da estética do sorriso e da qualidade de vida de seus pacientes. Graduado em Odontologia pela Universidade Tiradentes (UNIT), é Especialista em Prótese Dentária pela Associação Brasileira de Odontologia. Pós Graduado em Implantes – International Team For Implantology, com ampla experiência em implantodontia e reabilitação oral.
Reconhecido por sua abordagem humanizada, técnica precisa e visão moderna da odontologia, Dr. Esdras acredita que cuidar do sorriso vai muito além da estética, é um compromisso com a saúde, a autoestima e o bem-estar ao longo da vida. Ao longo de sua trajetória, tem se destacado por unir ciência, tecnologia e sensibilidade no atendimento individualizado de cada paciente.
É diretor e idealizador de clínicas odontológicas em Aracaju (SE), onde atua como referência em tratamentos estéticos e reabilitadores, sempre investindo em inovação, estrutura e qualificação profissional. Além da prática clínica, escreve artigos, participa de entrevistas e ações educativas, contribuindo para a disseminação de informação de qualidade sobre saúde bucal.
Para Dr. Esdras Guimarães, o verdadeiro sucesso na odontologia está em cuidar de pessoas, quebrar ciclos de doença e transformar vidas por meio do sorriso.
